A culpa principal deste assunto todo é de um francês chamado Nicolas Chauvin. Esse soldado napoleónico foi o responsável principal pelo termo Chauvinismo, também conhecido vulgarmente como Machismo.
E é a esse respeito que hoje nos dirigimos a vossas excelências, leitores futuramente assíduos do Blog dos Dalaístas. O
Machismo, que todos (os homens) pensam cada vez menos existente é, na nossa modesta opinião, cada vez maior entre a nossa sociedade e está impregnado até, imagine-se, na nossa maneira de comunicar.
Existem casos flagrantes, tais como:
Colhões: Todos sabemos que as palavras terminadas em “ão” ou “ões”, querem implicitamente ou explicitamente significar algo de grande, algo maior que o normal (Sabichão: Sabedor, pessoa que sabe mais que as outras; Luisão: abixanado maior do que o normal). Porquê então chamar de “Colhão” a uma coisa tão pequena?! Não estamos a falar de nenhuma abóbora ou melancia. Quando nos referimos ás mulheres, elas têm a “vagina” ou os “ovários”…nós temos colh”ÕES”. Isto é obviamente um símbolo de machismo na nossa sociedade! Queremos o poder sobre elas…e para isso damos a sensação de que as nossas coisas são maiores ou têm mais importância que as delas. Propomos uma modificação da palavra. A evolução natural sugere a adaptação do termo “Colhos”.
Cabrão: Quando uma menina chama outra de uma maneira carinhosa ouvimos frequentemente as palavras “cabra” ou “puta” (tenham atenção que aqui a palavra chave é “carinhosamente”). Os homens chamam de cabr”ÃO” …machismo!! Ainda que com significados bastante diferentes no verdadeiro conceito da palavra, não há razão nenhuma para engrandecer este termo quando utilizado pelos homens. Assim, propomos mais uma vez uma solução natural: “Cabro”. Um exemplo da utilização desta palavra numa frase seria: “chega aqui oh cabro!” ou ainda “mekié cabro? Tasse bem?”
(colhos de um cabro – também chamado vulgarmente de carneiro).
Excepções:
Como em tudo, a excepção faz a regra e neste caso encontrámos pelo menos um caso claro.
Cão: Esta foi uma tese muito debatida entre nós, se o facto de se chamarmos c”ÃO” ao masculino de cadela não era também um caso evidente de machismo.
Deliberação final: NÃO!
Aqui temos que dar o braço a torcer, o cão é o MELHOR amigo do homem, não é um amigo “mais ou menos” ou um amigo “assim assim”…é mesmo o “MELHOR”, o MELHOR DO MUNDO!...por isso achamos pertinente o uso da palavra c”ÃO” para definir esse animal de estimação em vez de “C” (ao dizer esta palavra temos que lhe dar uma acentuação como se fossemos tossir) que ainda assim seria uma boa alternativa.